Palavra do Presidente

FNE, em defesa dos engenheiros e do País

Fundada em 25 de fevereiro de 1964, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) construiu uma longa história de luta pela categoria e por essa profissão que, mais que um ofício ou meio de vida, é instrumento dos avanços e transformações necessárias à humanidade.

Desde a sua criação – que se deu num período difícil para o Brasil, felizmente superado –, a nossa federação amadureceu sua atuação como entidade sindical e também como parte da sociedade civil organizada que pode e deve dar a sua contribuição para que o País trilhe os rumos do desenvolvimento sustentável, buscando inserção soberana no sistema internacional e qualidade de vida para a sua população.

A tradução inegável desse esforço feito pela FNE é o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado em 2006 como contribuição à retomada da expansão econômica no País. Bem-sucedida, a iniciativa cresceu em profundidade e abrangência e é atualizada constantemente, passando pela discussão sobre as cidades e as regiões metropolitanas, o enfrentamento da crise financeira, os gargalos que estancaram a retomada do crescimento observada a partir de 2007, a Copa 2014, a necessidade de reindustrialização.

Outra vitória importante da FNE é o crescimento e fortalecimento dos seus 18 sindicatos filiados, que ganharam relevância e representatividade em suas respectivas bases, além de projeção nacional em vários casos. Essa organização é hoje uma forte e coesa rede de entidades e lideranças guiadas pelo objetivo comum de defender o engenheiro e lutar pelo desenvolvimento, que se tornou capaz de superar obstáculos e construir saídas criativas para os problemas enfrentados. Fruto disso são, por exemplo, várias conquistas em relação à valorização profissional e à remuneração dos engenheiros em diversas cidades e estados brasileiros e também no setor privado.

Portanto, ciente das vitórias alcançadas e também de que essas foram fruto de trabalho, dedicação e de um movimento unitário essencial, a FNE mantém a luta permanentemente e essa se dá em diversas frentes fundamentais. Por exemplo, a defesa incansável do piso profissional da categoria previsto na Lei 4.950-A/66, o que consideramos absolutamente justo e o mínimo necessário para que se garanta o reconhecimento a uma mão de obra fundamental ao País, seja no setor público ou nas empresas privadas. Também na pauta, a reivindicação pela carreira pública de Estado nos municípios, estados e na União.

Ganha ainda maior ênfase a ação sindical de caráter nacional e também o apoio à atuação dos sindicatos filiados nesse campo. É essencial fortalecer a luta dos engenheiros como trabalhadores e ampliar sua capacidade de organização e mobilização em defesa de seus direitos.

Naturalmente, segue o debate das questões cruciais da sociedade, oferecendo a gestores públicos e parlamentares propostas factíveis e de interesse público real. Mantendo sua linha de total independência e sem ligações partidárias de qualquer nuance, a entidade trava a discussão política de forma ampla, democrática e visando o bem comum. Nessa linha, defende-se também a aliança com as demais entidades do setor para que o País possa avançar: a engenharia unida deve entrar em campo.


Murilo Celso de Campos Pinheiro - Presidente da FNE

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